Ontem estava assistindo ao programa “O Oitavo Dia” do Pe. Paulo Ricardo, na CN. Excelente palestra do Pe. sobre a catequese do Papa João Paulo II, acerca da Teologia do Corpo.
Percebendo que a sexualidade humana estava corrompida e distorcida, o Papa, inspirado pelo Espírito Santo, nos deixou tais documentos de uma riqueza extrema, nos mostrando a verdadeira vocação da humanidade, correspondendo ao chamado de Amor do Pai. Foi como se tivesse retirado do lixo a sexualidade do modo como estava sendo vista e a “desamassado”, para então recuperá-la através do reconhecimento de que homem e mulher foram criados para estarem unidos no sagrado matrimônio.
A realização do ser humano se dá através da nossa correspondência a esse Projeto de Deus, que se apresenta a nós na Ordem estabelecida por Ele mesmo na Criação. Assim, nós, homens e mulheres, nos tornamos colaboradores de Deus, imitando seu santo amor no matrimônio, à espera do dia em que o Esposo encontrará a Noiva. Lembremo-nos que o primeiro livro da Bíblia nos mostra a união entre homem e mulher e o último termina com a verdadeira união entre Cristo e a Igreja.
Assim, a Teologia do Corpo nos mostra a dignidade de nossa carne, templo do Espírito Santo, criada à imagem e semelhança do próprio Deus. A mulher, criada a partir do homem, antes só, é recebida por ele com entusiasmo: “Esta é realmente o osso dos meus ossos e a carne da minha carne (Gên 2, 23).” A solidão do homem-macho agora dá lugar à felicidade de ter um outro “eu”, com quem pode, agora, compartilhar. Por isso a mulher é chamada “auxiliadora”.
E como nos diz o próprio Papa “Como já precedentemente notamos, o homem, na sua original solidão, adquire uma consciência pessoal no processo de «distinção» de todos os seres vivos (animalia) e ao mesmo tempo, nesta solidão, abre-se para um ser afim a ele, que o Gênesis (2, 18 e 20) define como «auxiliar que lhe é semelhante».”
