Às vezes me surpreendo com o que sinto. Como se não fosse eu. Como se me desconhecesse. Como se o outro não fizesse parte.
Assusto-me com a falta de tato comigo mesma. Com a insegurança, com o arrepio interno, como se fosse da primeira vez.
Não sei o que dizer, como dizer, se devo dizer. Ainda é tudo tão novo, apesar de não o ser.
No fim das contas, a verdade é que não tenho consciência daquilo que realmente sou.
E é isso o que realmente me angustia.
